Bem, olá.
Me chamo Othon, tenho 19 anos e estudo música autonomamente desde os 13 e sou fascinado pela arte bem feita de toda e qualquer forma. Não, não sou formado ou graduado, não sou profissional do ramo (iih, sôou estranho) e digo mais: nem pretendo.
Começei a estudar administração esse semestre na estadual daqui de Pernambuco (UPE) e isso vem gerando alguns muitos comentários... "Caralho, Othon, sai dessa, isso não tem nada a ver contigo..." "Othon, Othon, tu vai se arrepender, Othon..." "O tempo tá passando, meu amigo..." (tá meio tabacudo isso, mas é mais ou menos por aí)
Tá, não é mentira quando falam isso. Mas também não é verdade.
Eu costumo ficar calado, fingir que não ouvi. Tenho uma opinião. Vou me usar como protagonista. Vou tentar.
Arte, especificamente música, sempre foi muito presente na minha vida. Apesar da pouquíssima idade, eu já dei uma de poeta, de escritor, de cronista, já tive banda, duo e etc. Nada de mais. Aos 15/16 anos, eu levava uma vida inteiramente normal pra um adolescente dessa idade, fiz de tudo, aproveitei muito, mas não me sentia bem, confortável com o que fazia. Na época eu podia não saber, mas eu achava NOJENTO ser normal, ser igual. Não tem graça, po. E foi aí que começei a afinar meus olhos e ouvidos. Procurei entender e saber usar da sensibilidade pra escutar as obras do meu maestro Tom Jobim e do poetinha Vinícius (me lembro como se tivesse sido agora de noite, quando escutei pela primeira vez Chega de Saudade numa pizzaria lá em Piedade. Eu não queria ver apenas uma música. Eu queria ver toda a estruturação tão famosa e marcante dela. Perceber a letra triste do começo, acompanhada por uma melodia triste, representando o período de fossa que antecede a Bossa Nova; a melodia feliz e maior, acompanhada por uma letra esperançosa e alegre, do meio pro final da música, mostrando o que é a Bossa que tá chegando. Chega de Saudade é um hino e vou fazer um post só em homenagem a essa obra mais pra frente). Mas voltaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaandoooo.....
Eu vejo a música como sendo a mais magnífica forma de expressão de opiniões, sentimentos e revoltas. Não consigo ver a música como um objeto, um elo de ligação pro ganho do famigerado dinheiro. Puta merda, VIVA a música!! Calma, não to me contradizendo. Por exemplo, Tom e Vinícius com certeza ganharam uma boa cifra com a obra deles - consequência...
Eu quero música como sendo meu cano de escape, eu quero meu violão como sendo meu amigo mais íntimo. A música é perfeita demais pra ser colocada no mesmo plano do dinheiro. Não quero isso. Música é minha satisfação pessoal. Só pra constar, não sou contra nem to criticando quem vive ($) de música não, viu? Pelamordedeus! Melhor coisa é reunir meus amigos - músicos ou não - pra uma free jam session. Minha idade é pouca pra abrir a boca e dizer "Porra, to cheio de problemas", mas os poucos que tenho são totalmente esquecidos e sanados - mesmo que por um momento - durante uma boa conversa de 2 ou mais violões.. caralho, só quem passa é que sabe.
E foi com essa cabeça que resolvi cursar o curso que to cursando. Pensei em separar BEM meu ideal financeiro do meu eterno e único prazer.
A música tá dentro de minhas artérias.
E, aliás, tem muito sangue na minha música.
Othon César.
Yellow submarine
1 semana atrás




2 comentários:
pois é brotherr...música pra mim muitas vezes uma maneira de me expressar!!! E VIVA A MÚSICA!!! tô ctg e não abro.
Concordo contigo. A música parece ser perfeita demais para ser comercializada. Pode ver que à medida que entrou dinheiro na parada as letras foram deixando de ter conteúdo...Não todas, mas uma boooooooa parte. Não que eu não escuta britney spears de vez em quando(não me julguem por isso-sou humana), mas acho que deu pra entender a mensagem, né?
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