quarta-feira, 4 de março de 2009

Compre Batom. Compre Batom.

Já que ninguém posta nesse blog e eu tenho tempo livre de sobra, por enquanto, eu vou escrever sobre um assunto que anda na minha cabeça, posso dizer que, constantemente. Comprar! Eu, como a maioria das mulheres, adoro ir a um bom shopping, ver uma boa revista de moda e me vestir bem(pelo menos eu acho que me visto bem...). Mas o que nos leva a consumir?

Eu vejo várias respostas às minhas perguntas, mas eu não tenho uma idéia formada realmente. A primeira que me vem à cabeça é como o ato do consumo pode dar uma falsa sensação de satisfação. Comprar pode saciar rapidamente os nossos desejos e por algum tempo ficamos felizes. O perigo mora aí, pois numa sociedade moderna como a nossa, a vida corrida é uma constante e sempre se tem um problema ou outro que pode ser compensado por umas pequenas comprinhas. Briga com namorado, não ter namorados, família chata, problemas em casa, baixa auto-estima e eu poderia ficar a noite inteira falando de problemas... Geralmente, quando se tem coisas mal resolvidas o consumo pode se tornar uma válvula de escape. Para alguns, o caso se agrava e o consumismo normal é substituído pela doença de mesmo nome.

Outra maneira de enxergar o consumo é quando o indivíduo simplesmente quer mostrar que pode comprar o que quiser. Obviamente, o cara nada em dinheiro e gastar é um símbolo de poder assim como a terra determina posse. O problema, é quando a pessoa não pode comprar, mas age como se pudesse. Eu conheço vários casos, em Recife, nos quais as pessoas deixam de pagar o condomínio para poder comprar roupas de marca e carros potentes. Um grande jogo de aparências, porque basta ver as coisas mais de perto para saber quem tem dinheiro de verdade e quem não tem. Em muitos casos, as pessoas seriam mais respeitadas se vivessem a vida de um jeito, digamos que, honesto. Consumir deixa subentendido o poder financeiro da pessoa.

Uma última maneira que eu consigo enxergar a necessidade de consumir é a mais simples. Eu penso que é inerente ao homem querer as coisas. A ambição pode ser considerada um sentimento saudável. Sem ambição, provavelmente, estaríamos acendendo fogueiras e nos escondendo assim que o sol se pôsse. Por favor, não confundam ambição com ganância. A ganância é a extrapolação da ambição. A partir dessa visão, eu penso que o consumo mundial é, por parte, movimentado pela necessidade que o homem tem de conseguir o que quer.

Enfim, o texto ficou meio prolixo, mas eu não tenho as idéias completas. Alguém tem mais idéias ou algum palpite ? Comentem, e digam as suas idéias. O nosso blog foi feito para isso. É um espaço de debates. Obrigada.

2 comentários:

alice disse...

VAIDADE: Não sei se a vaidade é ou não inerente ao homem, mas de toda forma está presente em todas as formas de cultura. Seja como forma de hierarquia social, seja como de pintura de guerra, ou até mesmo como forma de pecado, que deve ser reprimido! De toda forma, a vaidade está presente! E se não podemos mais simplesmente nos pintarmos com urucum, o jeito é pagar para que alguem faça isso por nós! Então compramos!
A vaidade é a forma que o homem encontrou de simbolizar para o fundo externo a si, como ele se vê, ou como ele quer ser visto! É uma forma de manifestar em si, o que você acredita, ou se igualar aos que admira! E é atrás desse tipo de bem-estar que estamos quando nos propomos a comprar! O consumismo acaba resultando de um desejo humano de se sentir bem consigo mesmo!
Isso claro, de uma forma saudável de olhar a coisa! Sempre há quem dependa desse consumismo para se firmar com sua personalidade, e com o mundo a sua volta! Mas isso é mais uma compensação, e poderia ser depositada em qualquer outro tipo de vício; a comida, o cigarro, o chocolate, o álcool. No fundo tudo o que gera bem-estar ou prazer também pode gerar vício!
O cunsumo surge, pra mim, como uma resposta à vaidade do Homem. Isso
falando de uma questão pessoal, se relevar a sociedade que vivemos e como o consumo é importante para a que essa sociedade se mantenha forte e saudadevel! Afinal não podem nos fazer gostar que não nos permitimos aceitar!


P.s.: Título Legal, Anine!!!

André Maciel disse...

Não sei o que é pior, consumir para se satisfazer ou para satisfazer os outros. Em ambos os casos vejo a falta de auto-estima como a causa.

A vida já me ensinou a lidar com isso com aquela sua velho jeito dócil de ser. Sempre fui bem de vinda, mas logo durante a minha infância vieram as vacas magras e como irmão mais velho assumir a responsabilidade de abrir mão de vários "luxos" em nome da minha família. Graças a Deus a gente superou isso, mas ficou dentro de mim esse "trauma" de não gastar. Não é nem pirangagem, quando eu tenho dinheiro e há uma necessidade eu sou o primeiro a abrir os bolsos, mas o problema é que quando me sobra um dinheiro eu prefiro guardá-lo para uma futura necessidade.

Uma solução bastante eficaz para o consumismo é a simples falta de dinheiro pra gastar (a não ser que você seja filho da puta ao ponto de não pagar o condomínio para comprar roupas). Viver liso é um estilo de vida bastante saudável!

ps: também tô com tempo de sobra e preciso pensar um pouco mais no meu blog durante esse tempo :D